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          Em memória dos que me foram queridos.... E sobretudo aqueles que como eu, sofreram ou ainda sofrem deste tipo de doença.

 

 

 

Os meus três Cancros 

 

dr

 

Virgilio

 

 

Em 15 de Março de 2012

Tinha um exame de rastreio a fazer... Colonoscopia

Dessa Colonoscopia são-me retirados très Polipos e feitas Biópsias a uma massa no Sigmóide... exactamente no local: costura da antiga operação ao Cólon Sigmóide.

O Cólon estava muito estreito e custava-me a obrar, saindo-me as fezes bem estreitas e tendo que tomar medicamentos naturais para que as mesmas ficassem mais moles que o normal a fim de poderem passar.

Resultados das Biópsias pelo Patologista:

Recidiva do Adenocarcinoma na costura da antiga operação. Preparação para nova Intervenção.

No dia 27 de Abril de 2012

Faço um Tac e análises à Creatinina (antes e depois do Tac) para ver o funcionamento do Rim que me resta (é necessário lembrar que só tenho um). Estas análises são positivas (o rim está a funcionar bem). O Tac Abdominal e Torácico não têm nada de anormal (não há invasão de metástasos para fora do cólon). Estou ainda á espera de um exame mais demorado Ecoendoscopia (para ver a profundidade da lesão na tripa). Não sei quando vou ser operado e esta espera enerva-me bastante. Tenho confiança no médico que me vai operar e também que vou vencer mais esta étapa da minha vida. Sinceramente não tenho outra alternativa se quero viver mais uns anos. Sinto-me triste por vezes e em baixo de forma,... mas depressa vou buscar energia para não me ir abaixo das «canetas».

Sei que tenho que ser forte e ter confiança... Muita Fé e sobretudo positivismo.

Agradecendo àqueles que estão à minha volta toda a ajuda prestada seja ela qual for. Sobretudo à Andrée... minha companheira de vida que tudo faz para me sentir bem na minha pele.

Também aos amigos e amigas que sabem da minha situação e me têm ajudado nem que seja com palavras positivas... (não aprecio os coitadinhos). Um Grande agradecimento à minha amiga Dra. Teresa Maria toda a ajuda e sobretudo a psicológica, nunca indo abaixo mesmo com os meus enervamentos e falta de paciência que esta maldita doença me tem provocado já por três vezes. Sou uma pessoa que nestas situações precisa de calma e sossego, por isso evito de falar o mais que possa destas coisas desagradáveis.

A todos os Familiares que não estão ao corrente da mesma, peço desculpa! Mas sou eu que não quero falar da doença e muito menos ouvir os tais (coitadinhos) que não aprecio mesmo nada. Eis a razão pela qual restringi a informação aos mesmos. Já basta a vida deles/delas para lhes causar chatisses, quanto mais juntar meus problemas aos deles/delas.

Vou dando notícias assim que possa e saiba... desejando que todos/as que estejam na mesma situação ou parecida, não desanimem nunca. Devem sempre lutar com Energia, Fé e Positivismo.

Saúde a todos vós.

Nota:

Como já disse em cima... vou ser novamente operado no dia 06/06/2012, depois darei mais informações.

 

OOOO//OOOO

 

Nunca deixar descuidar a atenção nestas Fases de Remissão... Os exames de rastreio devem ser feitos conforme o Aviso dos vossos Médicos que vos tratam.

 

Assim sendo... repito-me: foi-me detectada (Colónoscopia) uma Recidiva deste mesmo Cancro. Torno a ser Operado no dia 06/06/2012, pelas 11h00 do Canadá. Não sei o que me vão fazer... tentarão de certo me salvar de uma Ostomia... mas se não houver outra alternativa, terei que aceitar... pois Prima  a Vontade de Viver mais uns Anitos. Guardo a Fé e o Positivismo de que tudo vai correr bem. Pedindo a Deus a ajuda e a Energia necessária para enfrentar mais este pequeno precalço que a Vida me traz.

 

05 de Julho de 2012

Ora cá estou para mais umas informações suplementares.

Sim, a operação decorreu bem em 06-06-2012.

Não foi necessário fazerem-me uma Ostomia e estou grato a todos os Anjos e a Ele pela Graça recebida. Tive sorte e alguém nos protege sempre... é preciso ter Fé e Crêr que existe algo superior.

No Abdómen, exactamente na vertical de por cima do Umbigo até por cima do osso da pélvis. 33 Agrafos que se mantiveram por mais dias que o hábito, penso que seja (por prevenção) por causa da dilatação lateral na costura. Tive mais dores que na outra vez (Laparoscopia). Por ser Verão, estava muito calor no Hospital (durante os quatro dias de internamento) … e as minhas costas (de estar deitado) sofreram bastante, ao ponto que a pele ficou como queimada e com muita comichão.

Ainda hoje passados 29 dias me encontro com o que parece serem (queimaduras), mas mais aliviado.

Vim para casa muito fracalhote, com dores na (dobra da barriga) é de facto muito inconfortável este corte.

Tenho tido até à data de hoje muita dificuldade em (defecar) … (fezes duras e estreitas) como se o intestino tivesse espalmado e as fezes custassem a sair. Beber muita água e andar bastante a pé… é o que dizem todos os médicos e Sites Medicais sobre o assunto. Pois bem, faço-o e continua tudo na mesma, até tomo laxativos e comidas que me facilitem ir à casa de banho, mas nada. Espero poder falar ao médico que me operou no dia 16 deste Mês de Julho (dia da 1ª consulta pós-operatória), de todas estas coisas…. Porque me sinto um pouco preocupado.

Parece me terem tirado mais 30 cm, ora com mais 30cm da outra vez, encontro-me ainda com (trinta a quarenta cm de intestino grosso) não sei qual a diferença para a minha vida intestinal que me possa trazer esta diminuição, mas decerto é, todavia, uma Mais-valia (porque me salvaram a vida uma vez mais.

Tenho a barriga cheia de cortes e furos, não há dúvidas que os meus males são abdominais, espero que tudo pare por aqui… já tenho a minha dose!

Não posso deixar de dizer a quem queira escutar: 

Esta semana ouvi via Televisão uma Intervenção de um médico Oncologista num hospital Universitário que uma das coisas que o (Cancro por si só) não vem com os Genes dos nossos familiares mais chegados, mas sim por degeneração das nossas células derivados a situações de Stress, angústia, penas, tristezas, mal de viver e estar na vida, etc. Indirectamente afectam as células do nosso Organismo.

Diz ainda que certas medicinas tradicionais são positivas para tratamento do Cancro sem desprezar as medicinas normais e que prima sempre começar por estas últimas.

Nem todas as pessoas e cancros são iguais, por essa razão os tratamentos diferem de uns para outros, mas não devemos por motivo nenhum descorar de escutar nosso corpo, vale mais prevenir a tempo e no meu caso foi isso que sucedeu… senti os sinais anormais de meu corpo e consultei um médico atentivo. Resultado: Fui sempre apanhado numa fase de princípio e tratado a tempo, daí nunca ter necessitado de quimioterapia ou radioterapia.

Neste último e daqui a uns dias saberei após a consulta ao meu cirurgião, se irei ver um oncologista (penso que sim) e se este me vai fazer o tal tratamento. Estou aberto a todas as situações e se for necessário porque não, mesmo sendo penível?

Vou dando mais notícias brevemente, pois penso que com isto ajudo certas pessoas que possam ter dúvidas ou queiram saber mais umas coisitas sobre estas malditas doenças que nos afligem a todos, por esse Mundo fora.

Virgílio Cordeiro

 

A seguir:

Depois de uma anulação de uma consulta (por Férias) ao meu cirurgião Dr. Mário Viens ao seu consultório. Consegue-se arranjar uma nova consulta para o dia 24/08/2012.

23/08/2012 Scanner (Taco) ao corpo todo para ver se tinhas metástases em algum lugar ou órgão, o que se a averiguou ser negativo. Mas como me disse este bom médico, isso não quer dizer que não exista ataques de células cancerosas malignas ainda pequenas e que podem não ser vistas no Taco (Scanner)… Mas que ele viu na Colonoscopia anterior à operação, daí a operação ter sido efectuada.

Como é óbvio, o resultado das análises feito pelo patologista dos tecidos recolhidos na operação, não deixou dúvidas a ninguém. Havia de facto um Adenocarcinoma Infiltrante (Cancro Maligno) e já invasor dos tecidos adjacentes. Daí, a informação dirigida para fazer Quimioterapia prevencional… ele queria que fosse visto pelo Oncologista a fim de ter um aviso sobre a questão. Aviso esse com que eu estava de acordo, (por ter sido informado por minha médica de família e minha amiga Dra. Teresa Maria que seria melhor fazê-lo) … obrigado Dra. Teresa Maria.

Volto à consulta com o meu Cirurgião no dia 24/08/2012 Nesta consulta foi-me explicado que:

Derivado ao resultado do patologista e leu-me as indicações patológicas desse exame, que ele julgava melhor para não haver nova recidiva ou pelo menos diminuí-la, me fazerem uma fase de Quimioterapia, o que eu aceitei.

Explicou-me também qual a quantidade de cólon que me foi retirado nas duas operações (pois eu estava com problemas consequentes a isso… a saber: Defecava mais vezes por dia, mas em pouca quantidade. Doía ao defecar, etc. Situação normal que se ia melhorando com o tempo.) Retirou-me toda a parte do cólon descendente atá ao Ânus… salvando-me de uma Ostomia.

Tratou da palelada e mandou-me esperar que me chamassem do hospital para a consulta com o Oncologista.

Situação que se concretizou em 27/09/2012.

Consulta com a Dra. Lepine Oncologista no Hospital Universitário de Sherbrooke.

Fui muito bem recebido, estudou bem o meu caso, explicou-me bem a minha situação, muito bem informado dos por e contra deste tratamento. 1 Tratamento de 12 vezes aos quinze dias, com FOLFOX 4,  portanto 6 meses por infusão venosa com cateter a implantar. Cada tratamento demora 5 1/2 h no hospital e de seguida mais 46 horas em tratamento domiciliário.  E em cada tratamento tenho que ir ao hospital, antes e depois. Seguido de uma ida a uma clínica para retirar toda a instalação para a sessão de tratamento e fazer o penso.

Diz ser um dos tratamentos mais fortes contra este tipo de Cancro. Vai ser doloroso e penível, mas que tem dado bons resultados.  

Segue-se:

Dia 01/10/2012 Análises ao sangue

Dia 02/10/2012 Implantação do cateter numa veia do pescoço por intermédio de uma cirurgia local feita em Radiologia.

Dia 03/10/2012

Começo da Quimioterapia no hospital e em casa.

 

Seja o que Deus quiser, conto com ELE e todos os meus familiares e amigos/as. Junto ao meu positivismo que me não vai abandonar e a minha Fé em Deus… tudo há-de correr pelo melhor.

Vou dando notícias… saúde a todos vós que me visionais.

Virgílio Cordeiro 

 

02/10/2012

 

Ontem as análises, hoje o Implante do Cateter para começar a Quimioterapia.

Um pouco receoso, pois todas as intervenções têm o seu perigo de infecções, etc. Mas todo o pessoal de Saúde do Serviço (tanto técnicos, enfermeiras como médicos) são formados nestas coisas e muito humanos (temos que lhes fazer confiança e até digo mais (dar-lhes confiança) para que se sintam em forma a fim de executarem nas melhores condições seus Labores para nosso bem.

Tudo se passou bem, desde a Implante de um Cateter na veia do braço para medicação e a espera para se operado em Radiologia.

Foi-me tudo explicado por um Técnico Radiologista antes de entrar.

Fizeram-me a barba ao peito do lado direito, passaram-me um género de tintura de iodo pela zona a operar, e gelaram a mesma parte com um líquido bastante frio.

Cobriram-me todo e fizeram-me um género de tenda por cima da minha cara e peito, ficando só visível a parte a operar. Picaram-me diversas vezes para adormecer/gelar o local. Não senti nada a não ser uma certa pressão sobre o peito da qual fui avisado. Esta cirurgia demorou 50 minutos. Levaram-me para a sala pós-operatória onde tive 2 horas sobre observação. Deram-me alta ao fim deste tempo.

Mais ou menos 5 horas depois comecei a ter pequenas dores no lugar das incisões… mas nada que se não possa aguentar. E pronto termino aqui esta fase…. Vou descansar, porque o dia foi um pouco cansativo e amanhã quero estar em forma para a nova fase: Quimioterapia

 

1º Tratamento de Quimioterapia.... a 03/10/2012

São 10h45 quando me chamam para o tratamento, instalam-me numa sala de 4 lugares bem espaçosos, moderno, muito limpo e as enfermeiras muito simpáticas e sobretudo disponíveis às nossas mais pequenas dúvidas.

Salas existiam talvez 12X4 lugares e mal acabava um de ser tratado, entrava logo de seguida outro. Muitos doentes de Cancros diversos ou até para tratamentos de outras doenças, mas com quimioterapia. Também muito mais mulheres que homens.

No fim de instalado por uma enfermeira que seria a que me iria tratar até ao fim…aparece uma Farmacêutica para me explicar todos os medicamentos que me iam injectar por IV e outros que possivelmente iria necessitar para combater algumas alergias ou efeitos secundários ligados ao tratamento que me vão fazer. A cada tratamento (tenho 12 a fazer) pode ser alterado pelo Oncologista antes do tratamento seguinte. Por essa razão tenho consulta com ele 12 dias depois do primeiro a fim de avaliar os resultados de uma prise de sangue tirada nesse momento e analisada de seguida. Avisa-me que os efeitos secundários devem de imediato ser assinalados ao escritório da enfermeira encarregue de mim que se encontra disponível de dia horas de serviço. E de dia e noite, sábado e domingos 24 horas por dia, um outro serviço me é disponibilizado. Em casa de urgência (sobretudo febre, a partir de 38,2 e se mantiver) ou outra anomalia como por exemplo Cateter saído do lugar, sangramento na veia jugular, inchaço no pescoço, etc. ir logo às Urgências do Hospital, dizer o que se passa e que tratamento faço, sou logo visto de seguida pela equipa médica. Digo isto porque é bom saber que estamos bem enquadrados.

Quero dizer também que me tornei logo voluntário para um estudo sobre este tratamento ao FOLFOX4… querem minimizar os efeitos secundários para prevenção da Neuropathia induite pelo OXALIPLATIN nos pacientes com Cancro Colorectal.

Comecei então o meu primeiro tratamento ao FOLFOX4, não sabia que tinha que ficar 5h30 a receber este tratamento por intravenosa no mecanismo que me instalaram na veia jugular e mais 48horas de seguida em casa com um saco que chamam (biberon) contendo o medicamento. Portanto cada tratamento destes demoram 53h e meia… tenho 12 a fazer. Tudo se passou bem até ao fim… e mesmo neste momento são 15h17 do dia seguinte e tudo se está a passar bem. É preciso ver que os efeitos começam a aparecer ao fim de 2 ou 3 dias… portanto não esmorecer nem se preocupar muito porque estamos bem enquadrados.

 

Decerto que vou perder o meu cabelo, mas qual o mal? Bem visas as coisas… ele cresce outra vez. Se todos os efeitos secundários fossem esses tudo bem. Amanhã dia 5 de Outubro vou a uma Clinica designada por eles, perto de casa, para me tirarem a aparelhagem que está a servir para o tratamento em domicílio e me fazerem o penso e pronto…. Só terei que voltar a esta clinica no dia 12 para tirar os pontos de sutura das duas incisões que me fizeram… e tornar a visitar esta mesma clínica a cada vez que me instalarem a aparelhagem, mas só no fim de cada tratamento domiciliário.

 

12 Outubro 2012

Retirar os pontos de sutura das duas incisões para implantação de um Cateter e fazer  penso por causa das infecções. Tudo bem…… Sinto-me mais aliviado!

15 de Outubro 2012

Consulta com a Dra. Lepine Oncologista

Foram analisadas as análises e tudo se encontrava normal… daí prescrever-me as duas próximas secções de Quimio 2ª e 3ª, só tornando a nova consulta dia 12 de Novembro, não sem me deixar de dizer que se fosse preciso bastava telefonar-lhe ao serviço a qualquer hora do dia ou noite (isto deixa-nos descansados). Ficou contente de os sintomas e efeitos secundários mais fortes não se terem manifestado ainda, sinal que estava a receber bem o tratamento. Não deixou de me dizer que estes se manifestariam mais a partir da 2ª fase de tratamento…  estou a fazê-la no momento em que escrevo.

 

2ª Tratamento de Quimio a... 17 Outubro 2012

Depois de 5horas de hospitalização a receber o mesmo, venho para casa com a minha garrafinha a que eles chamam “biberon” que neste momento está a ser injectado no meu corpo por intermédio do Cateter na veia cava do pescoço. Tenho tido náuseas, dores de cabeça, formigueiros nos dedos, arrotes, muito cansaço. Claro que tenho medicamentos para tratar todos estes sintomas, mas eles continuam a persistir com menos intensidade. Quis ir dar uma voltinha aqui à casa e não consegui. Termino amanhã pelo meio-dia e vou retirar todo este mecanismo que me impede de dormir bem, esta noite não dormi absolutamente nada. Normalmente vou guardar estes sintomas mais dois ou três dias e depois tudo volta a normal. As forças tornam a voltar, durmo muito melhor, e deixo de ter náuseas e dores de cabeça.

Se nada houver contra, espero que não… continuarei a escrever por aqui a partir do 3ª fase do tratamento, a saber dia 31 de Outubro de 2012.

A seguir:

Oncologia…  06 Novembro de 2012

Apenas quero dizer que na Fase 2 deste tratamento de Quimio…. Tive vários problemas ligados aos efeitos secundários.

A partir do 17 Outubro 2012 e depois de receber a Quimio no hospital durante quase 5 horas, volto para casa com o “Biberon”… mais quimio durante 46 a 48 horas.

Desta vez a coisa não se passou como no 1º Tratamento. Foi muito mais difícil, muito menos suportável, e muito mais incómodo. “Náuseas” a nunca mais acabarem, dores de cabeça, náuseas e tonturas, fragilidade ou cansaço até nem poder andar e quase levantar. Resolvo-me a telefonar à Farmacêutica do Serviço de Quimio, dizendo-lhe o que sentia e se não haveria possibilidades de atenuar mais as náuseas e sintomas tão incomodantes, mas  sobretudo as náuseas. Disse-me que iria ver isso com a minha médica e que logo me davam uma resposta, mas que sim: Era possível dosear ou modificar as doses e medicamentos em relação aos sintomas por mim descritos…. Claro que fiquei mais aliviado.

No outro dia a Drª Lepine “ Oncologista” telefonou fazendo-me parte da maneira como iria ver as mudanças na medicamentação e receitar as mudanças a efectuar para que no 3º Ciclo de Tratamento pudesse já usufruir deles. Assim foi e depois de uns seis dias de tormentas diversas, lá acabei por passar por este mau período. Tenho certo que as coisas vão em piorando, mas se poder/me poderem aliviar os sintomas mais difíceis… lhes farei parte do meu pedido.

Não quero deixar de dizer que mais uma vez sou atendido com o máximo zelo profissional, carinho, compreensão de toda esta equipa da Quimioterapia do Hospital Universitário CHUS de Fleurimont-Sherbrooke-Québec-Canadá.

 

3ª Tratamento de Quimio a... 31 de Outubro 2012.

Torno a vir para casa com o meu “biberon” de quimio.

A noite tombando, começo a sentir os efeitos secundários, desta vez diversos mas menos difíceis de suportar. Soluços intermináveis, sonolência, cansaço, arrotes de ácido gástrico até à garganta. E um novo sintoma (que já me tinham advertido que poderia acontecer) picadas como de agulhas nas pontas do dedos das mãos… sobretudo em contacto com tudo o que é frio. Mas felizmente as náuseas deixaram de vir com tanta intensidade e foram desaparecendo.

Achei ao longo destes seis dias uma coisa diferente… o cansaço, sonolência e dor terrível de cabeça “frontal e occipital” era permanente e não me deixava dormir, apenas dormitava num estado quase de abstenção de reflexos e sem forças nem quase para ir à casa de banho. Quero dizer que prefiro este estado de agora… que o outro das náuseas.

Ontem, dia 5 não me senti nada bem, a pontos de nem quase me levantar. Hoje, dia 06 já me sinto um pouco em recuperação, mas muito devagar, tendo as mesmas sonolências e cansaços. As coisas devem normalizar a partir de hoje até ao novo tratamento, a saber dia 14 de Novembro de 2012… será o 4º Tratamento de Quimio.

A seguir:

 

4º Tratamento de Quimio… a 14 de Novembro de 2012

Estes últimos 5/6 dias têm sido um pouco fora do costume., a saber: No dia da Quimio tudo correu bem e vim para casa com a minha garrafinha “biberon” por mais 46 horas. Decorreu tudo normalmente, não senti grandes diferenças das outras vezes.

A coisa começou a piorar a partir do dia que fui tirar o “biberon”  na (sexta-feira) que comecei a me sentir cansado aos extremos e com a cabeça à roda…. Fraqueza até dizer chega. A notar que não tive dores de estômago nem dores terríveis de cabeça, o que para mim foi muito importante.

Ora bem:

Sem náuseas, dores de cabeça terríveis, nem refluxos gástricos… sentia-me bem desses sintomas, porque os outros continuavam por cá, a saber: Arrotes, soluços, Picadas de agulhas nas pontas dos dedos, cansaço sonolência, etc. coisas que eu posso aguentar mesmo se não gosto de as sentir.

Mas, o Tratamento é assim, não se pode exigir coisas boas de um tratamento que dá cabo das células más, mas também das boas. Temos que ser realistas e aguentar a máximo o tratamento, porque talvez a única solução para este género de células cancerosas que se possam encontrar ainda no corpo.

E claro que com o avanço dos tratamentos, a quimio se vai acumulando cada vez mais no corpo… daí se traduzir por incómodos e sintomas cada vez maiores.

Ontem e hoje domingo e segunda, até mesmo terça e quarta-feira, têm sido de facto beras estas cabeças cambaleantes com as nulas reações de força ou até pequena energia ao me levantar… simplesmente não me sustinha de pé.... o cansaço era extremo…..

Espero que amanhã me corra melhor o dia, pois costuma ser no 6 ou 7 dia (após a Quimio) que a força volta e a boa disposição também. Quero dizer que tomei um comprimido bem forte na segunda-feira para atenuar as dores de cabeça e nada fez. Digo isto por que tenho que reportar toda a medicação que tomo.

 

5ª Tratamento de Quimio a… 28 de Novembro de 2012

 

Tudo decorreu bem… tratamento no hospital de quase 5 horas e mais 46 horas em casa a seguir, por intermédio do tal Biberon de que vos falo muitas vezes.

 

Enfim, é a vida e ela muitas vezes faz de nós aquilo que não queremos! Portanto há que aceitar tudo e lutar pela nossa sobrevivência a cada dia, diria mesmo a cada segundo… crendo Nele, tendo Fé e Esperança que tudo um dia acabará por nos trazer a saúde que tanto ambicionamos.

Não gostaria que ficassem com uma sensação de fraqueza e abandono da minha parte… não, pelo contrário, estou bem rodeado de familiares e amigos/as que me suportam a cada momento, só que por vezes, gostaria mais de obter da parte de meus filhos/as, netos, noras, etc… nem que fosse por telefone, ou mesmo e-mail, umas palavrinhas não de “coitadinho”, mas de conforto, de apoio na luta que travo, foram três cancros que e a luta contra eles tem sido dura… não sei onde ou buscar forças, só sei que preciso delas, um pouco de ajuda não faria mal nenhum, até pelo contrário… me iria dar mais força, energia positiva e a moral mais elevada, o que conta muito para este género de tratamentos. Felizmente, tenho amigos/as, inclusive amiga médica que me tem aconselhado muito e dado muita energia pelas palavras, força e apoio “ lhe, lhe dedico a minha grande amizade por este acompanhamento. E também, sem me descuidar de presentear os outros amigos e familiares que me têm ajudado, com um imenso obrigado, são todos bem vindos. A todos, um muito obrigado e Festejos de Natal e Ano Novo, cheio de tudo quanto é bom para este ano 2013 e seguintes… de abraços e beijos a todos vós…. Bem-Hajam.

 

6º Tratamento de Quimioterapia a….12/12/2012

Parece-me que este 6 tratamento teve que se lhe diga.

Para já os efeitos colaterais da Quimio fizeram-se sentir mais fortes e por mais tempo que o habitual.

Foram os mesmos efeitos que no 5º Tratamento mas por mais tempo, antes eram só 1 semana a passar mal e a outra semana em recuperação das forças para o tratamento seguinte. Desta vez, os sintomas se mantiveram sempre.

Claro que é difícil aguentar isto, mas que fazer? Temos que continuar em frente e fazer confiança nos médicos e em todos os que nos tratam.

Na ciência que tem evoluído bastante de alguns anos para cá.

E continuar a ter Fé e Confiança no futuro. A Moral é muito importante também. O positivismo das pessoas muito importante. A ajuda do marido e/ou mulher também. No meu caso a Andrée tem sido uma pessoa excepcional…. A ela um grande agradecimento pela energia e positivismo em relação a mim.

Claro que a família também é muito importante, se não a mais importante. No meu caso é triste dizê-lo… não tenho tido a tal ajuda de que tanto necessitava “meus dois filhos”, por motivos de orgulho e não saberem viver ou estarem na vida, claro que falo de meus filhos e até netos... distantes e mudos, sejam quais forem as razões… são provas de não saberem viver, ou de não estarem bem consigo próprios. Que Deus os ajude nesta luta por uma melhor vida. Ensinei-lhes os Valores tanto valorizados pelos meus, que creio serem simples e honestos, “os meus” que creio ter deixado provas do que fiz durante toda a minha vida. Se é motivo de orgulho para mim… pergunto porque não será para “eles”?  Qualquer pessoa comete erros, também os cometi… e depois? Com eles evoluímos para uma vida melhor, ou descemos nos infernos dessa mesma vida. É o que acontece a quem não luta pela vida, para se ter e sentir sempre mais e melhor. Até uma certa idade dá-se desculpa, mas depois são grandes para enfrentarem a vida sozinhos… daí uma certa tristeza e sofrimento para quem os criou, não ver o resultado de uma educação e maneiras de olhar a vida com coragem e mestria. Enfim, eles próprios, um dia, se vão aperceber dos erros cometidos e aos quais já é tarde para se voltar atrás. Falo de tudo isto porque “tudo” foi/é muito importante para a Saúde de qualquer pessoa… e a minha intenção é ajudar outros numa situação parecida com a minha. Resta-nos os amigos/amigas a quem devemos sempre estimar e guardar e muitas vezes são eles que nos dão a tal Força, Coragem, Presença, para a nossa luta pela vida.

Nota:

No dia 23 senti-me mal “falta de ar”, mas pensei que me iria passar como era hábito. Levei isso para o cansaço de que tanto falava…. Resolvi telefonar para o Centro de Quimio e mandaram-me ir logo para as Urgências do Hospital.

Ao Centro de Triagem, hospitalizaram-me logo. Depois de exames feitos, “radiografia aos pulmões”, detectaram uma Embolia Pulmonar com mais de 50% nos dois pulmões. Começaram-me a tratar para que mais coágulos não se formassem em cima dos já existentes.

Sei que poderá haver reações terríveis ligadas à Quimio, mas nunca pensei passar por umas das piores… será que vem daí?

E começou então toda a espécie de exames e análises que tu de certo fazes uma ideia… queriam encontrar de onde vinham esses coágulos de sangue. Estou todo massacrado de injeções e análises au sangue, exames, tacos, scâner, etc.

O último foi um scâner “taco” ou sei lá como se chama em Português, que demorou 1 hora a passar, deram-me iodo a beber e qualquer coisa de nuclear nas veias.

Tudo está normal no meu corpo e não conseguiram detectar de onde vinham os tais coágulos de sangue.

A médica do serviço de oncologia fez-me saber que podem ser efeitos da quimio.

Pararam os tratamentos da quimio e tenho consulta com a minha médica Oncologia no dia 3 de Janeiro 2013.

Deram-me alta do hospital no dia 28 “cinco dias de hospitalização” já tarde e vim para casa muito fraco. Não tenho força nas pernas de estar deitado quase sempre, só me levantava para ir à casa de banho. As tonturas continuam e o cansaço também, efeitos do tratamento, etc…

Vim para casa com uma explicação rápida de me dar injeções na barriga durante trinta dias, “contra os coágulos de sangue.” Coisa que estou a fazer com a máxima facilidade. A minha barriga parece um passador e ao mesmo tempo uma tela abstrata de um artista…

ver Foto a seguir.

Tela Abstracta na barriga

 

Vamos ver o que me diz a médica no dia 3 de Janeiro…

Já voltei mais aliviado e com a certeza que nada tenho de anormal no corpo, “fizeram testes também às massas eventuais e células cancerosas”, nada encontrando, prevenindo que tudo isto não era a 100%. Uma colonoscopia também seria necessária, a ver com o meu médico Operador no mês de Julho que é quando tenho consulta com ele, talvez a tenha mais cedo.

Virgilio

 

Continuação

 

Curta paragem nas informações dos meus Tratamentos… (motivos de saúde, outros que os da Quimio, mas ligados ao mesmo).

 

Fraco e com tratamentos ao “Fragmin”, injeções subcutâneas duas vezes por dia desde o dia 23/12/2012… a causa é a Embolia Pulmonar. Hospitalizado de Urgência desde 23/12/2013 ao 28/12/2013. Autorizado a sair neste dia porque depois de feitos Scâneres, Tacos, Cintigrafia e radiografias, análises de sangue e urinas… nada mais havia de anormal e deram-me alta, mandando-me repousar o mais que pudesse entre alguns exercícios de marcha e movimentos que teria que fazer diariamente.

 

17/01/2013

 

Na consulta com a Dra. Lépine “minha Oncóloga, pensei que me ia autorizar  a fazer o meu 7º tratamento de Quimio, mas não… depois de analisados os resultados dos exames ao sangue feitos… resolveu dar-me mais descanso até à nova consulta com ela no dia 14/02/2013 só sabendo nessa altura se faria novos tratamentos de Quimio ou se parava tudo por ali e a causa era a Embolia Pulmonar (dificuldade em respirar), derivado aos coágulos de sangue que obstruíam os vasos sanguíneos no bom funcionamento dos mesmos. A única dúvida que havia naquele momento, foi a de um exame (CEA) que estava um pouco alto (4.5) e quando comecei a Quimio estava a 2.2. Ora esse exame diz que poderão ser eventualmente metástases que se espalham pelo corpo, mas que também podem ser originados pelo tratamento da Quimio, “a verificar o (CEA, as Plaquetas e as Células vermelhas) no próximo exame ao sangue antes da consulta marcada.”

 

A meu ver tudo poderia acontecer:

 

- Continuara a esperar que a minha saúde continuasse a melhorar!

 

- Começar o 7º tratamento de Quimio e… depois logo se veria como reagiria ao mesmo!

 

- Ou ainda me dizer que depois dos resultados que acabasse de analisar… tudo estaria nos conformes e já não precisava de mais tratamentos, pois encontrava-me completamente curado… sinceramente, esperava estas últimas notícias com avidez e desassossego ao mesmo tempo… causava-me um certo nervosismo a situação. E como era de esperar já tinha caído numa espécie de Depressão e não me tinha apercebido que ela já vinha de trás… havia de facto muitas interrogações a cada hora, em cada dia que passava.

 

- É simples… pensamos sempre que somos ou podemos ser os mais fortes do Mundo para enfrentar estas situações, com a ajuda dos familiares e amigos. Neles arranjamos a Coragem e a Fé, Esperança de conseguir chegar ao fim desta luta terrível que para muitos está perdida de avanço (nunca pensei em perdê-la, até pelo contrário)… quis sempre ganhar esta batalha que travamos nas nossas entranhas. Mas como é evidente, ela dá cabo do nosso Moral e Mental, afectando mesmo cada espaço do nosso corpo, tais como:

 

- O paladar dos alimentos não é o mesmo, alteração do “gosto”,  gosto metálico constante na boca… para melhorar a situação trato de lhe por um pouco mais de especiarias que gosto, mas a sensibilidade ao gosto não é a mesma.

 

- A sensibilidade nos dedos é inexistente e o frio piora a situação. Para contrariar este problema, passo os dedos por água quente e fico em casa o mais que possa.

 

- O interior da nossa boca fica cheio de aftas ou até mesmo de feridas  (úlceras) que combatemos com bochechos de água, sal e bicarbonato de sódio antes do deitar.

 

- Pele seca e comichão de vez em quando… alivio com cremes à base de “aloés”.

 

- As reações psicológicas que mais me afectam… ansiedade, nervosismo, e a pior coisa: pensar que afixamos a nossa doença na cara aos olhos das outras pessoas. Tento combater não as olhando seguindo meu caminho. Distraio-me com palavras cruzadas e leitura, cinema etc. Tento ocupar a minha mente com outras coisas da vida, apreciando o reino animal e vegetal que gira à minha volta.

 

- As vertigens e as tonturas… combato-as com medicamentos receitados pelo médico… ficando deitado sempre o máximo de tempo que possa, pois a fadiga é imensa.

 

Nota: A inacção, falta de coragem, ansiedade, receio, a fé, a esperança de dias melhores,  etc… são algumas das situações que tenho dificuldade em resolver por vezes, embora me ajudem…. Difícil explicar o que vai em nós.

 

Acabei por me enervar e fartar de ir ao computador escrever ou falar com meus amigos e amigas (sabe Deus o quanto me custou fazer isto a alguém meu amigo/a e ou familiar) Deixei de telefonar e dar notícias da minha saúde. De escrever ou visitar mesmo a minha Página Pessoal, Facebook ou outra coisa qualquer. Preciso de tempo e paz… que não me falem, não me digam nada, me deixem no meu canto sossegado com os meus problemas… sei que sou capaz de lidar com eles e ultrapassar qualquer obstáculo. Penso até que todos ou quase passamos por estas fases terríveis destas doenças e que uns mais que outros lidam melhor ou pior que outros. Ninguém é igual nem parecido, não há “remédios específicos” iguais para todos. Cada qual tem a sua luta e só ele saberá o que mais necessita para levar a bom porto a sua saúde.

 

É IMPORTANTE PARA MIM :

 

A TODOS PEÇO IMENSA DESCULPA… (não estou zangado com ninguém). Peço apenas um tempo de espera, de repouso mental, moral e físico… estou exausto de tudo e com tudo. Tenho estado enervado com as injecções subcutâneas que me dou a mim mesmo, até agora já me dei 110… tenho a barriga e coxas todas negras e furadas, doloridas, com pouco espaço para mais e tenho que o fazer durante mais dois a três meses, talvez até fins de Maio… não sei como vou lidar com isto, mas tenho que arranjar maneira de chegar ao fim e a bom termo, custe o que custar.

 

Tudo nos afecta:

 

- A cada instante que pousam um olhar sobre nós ou uma palavra consequente, embora com boas intenções.

 

- A cada vez que nos olhamos a um espelho.

 

- Quando urinamos ou defecamos e sentimos a impressão que as duas coisas estão modificadas… porque estão mesmo! Tanto pelo cheiro como pelo calor a quando sai do nosso corpo.

 

- São momentos tristes e de desalento. A Esperança que nos resta… temos receio que ela nos abandone por completo.

 

- Estamos fartos de aborrecer os amigos, familiares, etc. Gostaríamos que tudo só demorasse horas ou dias, mas passam-se semanas, umas atrás das outras e sempre o mesmo quotidiano, as mesmas acções, os mesmos dizeres, mesmos silêncios, mesmos sofrimentos.

 

- Deitados ou em descanso, seja ele qual for… temos tempo para pensar, analisar se valerá a pena tanto sacrifício, tanta dor, tantas despesas não só para nós, como para todos os que lidam connosco.

 

- É uma batalha que em percentagem está perdida de avanço… embora o progresso no tratamento destas doenças.

 

Morre-se menos, mas em contrapartida há mais gente a ser tratada contra esta doença, (está-se quase a 1 sobre 2 que vai ser diagnosticado de um cancro qualquer) … o que pensar e fazer então? Claro que sou pelos tratamentos… a prova estou a fazê-lo e aconselho-o  a todos…. Hoje em dia há bons médicos e enfermeiros, pessoal da saúde, todos com novas tecnologias e produtos Farmacêuticos novos e bons, assim como Hospitais cada vez mais sofisticados e com novos conceitos tecnológicos.

 

Nota:

 

Ora bem, depois desta viagem pelo que me ia na mente, no coração e nas ideias que tinha e tenho sobre a minha doença, passo à nova fase como se segue:

 

14/02/2013… consulta com a Dra. Lépine… “minha médica de oncologia”. Depois de tirar sangue para análises uma hora antes da consulta (demora apenas 1 hora à Técnica para dar os resultados por computador).

 

Grande sorriso me esperava naquele Gabinete… a médica já tinha dado uma vista de olhos pelos meus exames e estava contente. Leu-me todos os resultados e eles estavam todos óptimos. O tal resultado do CEA que estava a 4.5 na consulta passada estava agora a 1.9, assim como todos os outros que interessavam o meu estado de recuperação da Quimio, estavam todos normais e sem anomalias. Parecia então que me encontrava completamente curado das minhas mazelas terríveis… ela calou-me de repente e diz-me que não podíamos deitar foguetes antes da festa findar e que era melhor esperar mais dois meses e fazer novas análises ao sangue e um Taco “Scaner” ao corpo todo e só depois de ver os resultados me declarava curado ou não. Também me pareceu bem e aceitei com agrado seu prazo e ideia… de maneira que não deito foguetes antes da festa e continuo sem fazer mais Quimio… apenas recupero do meu cansaço e dos males, mas fazendo sempre o tratamento para o sangue não causar coágulos em lado nenhum.

 

Mas estou consciente que tudo pode voltar a atacar-me, como já foi o caso… Vivemos com a ameaça de uma espada sobre a cabeça, mas vendo bem, todos nós doentes ou não, estamos sujeitos a morrer de um momento para o outro. Portanto há que viver o dia ao dia, fazendo para que a felicidade e o gosto pela vida nos sorria.

 

Portanto… novos exames:

 

- Scâner completo

 

- Análise de sangue

 

O Scâner em fins de Março

 

Análise ao sangue completas em fins de Abril.

 

Colonoscopia para fins de Setembro/Outubro.

 

O tempo até lá vou passa-lo a recuperar fazendo marchas pequenas e aumentando os pequenos afazeres do dia a dia, sem esquecer de tratar de aguentar esta espera e me tratar da pequena depressão que me afecta bastante.

 

A todos um obrigado pela leitura e peço desculpa de só agora dar notícias… especialmente aqueles amigos/as especiais. A todos um Bem-haja e saúde e sorte a todos os meus familiares e amigos/as.

 

Virgilio

 

Continua…………………..

04-04-2013... Taco ou Scaner

Bom, ora bem, o tal exame que vos falava (Taco, Scaner, Pet-Scaner; ou Tep-Scaner)... penso que tudo queira dizer a memsa coisa. Já foi feito ontem dia 04 de Abril de 2013, tudo correu bem, mas só saberei os resultados no dia 11 deste mesmo Mês de Abril de 2013, de certo que poderei inserir os resultados aqui no espaço de alguns dias. Nesse mesmo dia 11 de Abril farei análises ao sangue e o resultado serão entregues à minha médica de Oncologia meia-hora depois de o ter feito, o que dará tempo a que ela os visione, comigo na consulta.
Como deveis saber e/ou pensar: A espada está sobre a minha cabeça... tudo pode acontecer (más notícias), mas tenho Fé que: tudo vai bem terminar e acabar com este calvário uma vez por todas.... "Já tenho a minha conta".

Vam os esperar então pelo dia 11 de Abril com Fé e Esperança que tudo corre bem.

 

CONTINUAÇÁO

 

11/04/2013 

Consulta com minha médica de Oncologia, Dra. Lepine.

Neste mesmo dia, uma hora antes, fui fazer uma análise de sangue como já era hábito antes de cada consulta.

A Dra. tinha na frente dela todos os resultados dos exames anteriores. No écran do computador podia ver que em cada resultado não havia anomalias. Comentava para mim diga-se, com um "certo contentamento" os bons resultados.

- Cancro...

Não havia sinais de se haver instalado em alguma parte do corpo.

- Metástases... Que foi o meu principal problema para começar a Quimio.

Não havia em nenhum Orgão ou Tecido do meu corpo. Mesmo o CEA "Teste sanguíneo" estava a 1.9 o que era muito bom. Assim como o 2º Pet-Scaner... tudo estava óptimo.

Nota:

Encontrava-me curado completamente ficando em "Remissão".

Durante um certo tempo vou ficar sobre vigilancia médica.

 

- Embolia Pulmonar...

Curado de um problema, mas a ser tratado para este.

Encontro-me até à data de hoje 18/04/2013 a ser tratado ao "Fragmin" e durante um certo tempo (duas injecções) por dia, que (injecto eu mesmo). Terminando esta medicação hoje.

E desde o dia 13/04/2013 encontro-me a tomar o "Coumadin", estando na fase de "dosagem" do mesmo que é neste momento de 9 mmg dia.

Parecendo que este tratamento irá continuar até Dezembro de 2013.

 

Há que se ter uma certa dose de Coragem, Fé e Esperança que tudo vai melhorar para podermos continuar a usufruir de mais uns anitos de vida com alguma saúde e alegria.

Quero dizer que toda a ajuda de familiares e amigos tem sido na medida do possivel da parte deles, muito importante para mim. Foi também a minha salvação saber que alguns Seres humanos (dignos do nome) me apoiavam na minha luta. sem me esquecer de todos os carinhos e tratamentos na Rede da Saúde, assim sendo:

Os meus eternos agradecimentos a todos os meus familiares e amigos que me acompanharam sempre.

Ao Centro Hospitalar do CHUM de Sherbrooke que reune dois Hospitais Universitários...

Hospital de Fleurimont

Hospital Hotel Dieu

Cirurgia...

Ao Dr Mário Viens (Cirurgião) Hospital Hotel Dieu (Sherbrooke) e, sua equipa, que tão bem me operou duas vezes aos dois Adenocarcinomas do Cólon. Demonstrando com a maior capacidade e profissionalismo, simpatia... durante todo o tempo que me tem tratado e ainda trata, pois dele dependo muito.

Oncologia...

À Dra. Lepine, Hospital de Fleurimont (Sherbrooke),  minha médica de Oncologia que tão Profissional, humana e simpáticamente se ocupou do meu caso.

Quimio...

À equipa de quimioterapia do Hospital de Fleurimont, toda a capacidade profissional, simpatia durante os meus tratamentos.

Secretariado da Quimioterapia...

Claro que não posso deixar de comentar e nomear todo este pessoal técnico que, com o seu formidável Trabalho de todos estes Serviços aos doentes e seus acompanhantes, nas fases de "planeamento" durante o tratamento no Hospital e depois o tratamento domiciliário. Tudo nasce ali e ali termina para muitos doentes, mas tudo é muito bem planeado.

Medicina do dia... e sala de operações para colocar/tirar o Port a Kate

Intervenção feita a 12/04/2013

Também não quero esquecer o quanto fizeram/fazem agora por mim durante a fase das pequenas intervenções e a programação da iniciação ao Coumadin... pela Clínica du Coumadin (Hospital de Fleurimont à Sherbrooke).

Sem esquecer a principal pessoa que foi a minha salvadora por duas vezes. Andrée Roy (companheira de vida de há muitos anos).

Porque sem a sua ajuda, amor, carinho e simpatia que me tem sempre dedicado, mas: nesta fase mais porque derivado à situação em que me encontrava/encontro. Nunca deixou de o fazer, sem um queixume ou palavra mal-intencionada. Seguiu-me sempre em todos os tratamentos e ali ficava a meu lado durante horas e horas. Sofreu de certo por me ver sofrer, porque não há dúvidas que é sempre muito doloroso uma (fase destas). Não há palavras para lhe agradecer o que tem feito por mim. Só sei dizer que lhe farei o mesmo se assim for necessário... desejando-lhe muita saude e tempo de vida, bem o merece.

Sem ela, não teria as forças necessárias para ter continuado na 2ª vez. A razão seria a de não ter o apoio necessário de que tanto precisamos.

A todos... um eterno agradecimento!

Bem-Hajam

Virgilio Cordeiro

Algumas advertências que julgo necessárias para informação a outros doentes que se encontrem na mesma situação, assim como seus familiares e amigos.

Após ter terminado o 6º e último tratamento de  Quimioterapia (Dezembro de 2012). e sem tocar no assunto do tratamento ao "Coumadin", 5 meses passaram e sinto-me da seguinte maneira, no que diz respeito aos efeitos colaterais da referida Quimioterapia.

- Formigueiro nas pontas dos dedos de pés e mãos que persistem e se tornam incómodos por vezes... não há nada a fazer e o melhor é fazer com que este sintoma não exista na nossa mente. Difícil, mas consegue-se fazer por vezes.

 

- Não me caíaram na totalidade, mas os Cabelos da cabeça muito mais espaçados, delgados e doces ao tocar neles. O couro cabeludo com a pele muito sensível e doce ao tocar,(cuidado em não se ferir com as unhas ao coçar a cabeça ou até mesmo ao lavá-la.... não há nada a fazer a não ser ter cuidado e lavar a cabeça com um champô macio, e não esquecer proteger a cabeça do Sol. Penso que uns banhos de mar lhe fariam muito bem, não o posso fazer "Praias de água salgada" muito longe de mim.

 

- Veias das pernas muito mais salientes que antes, parece ser natural com a paragem da quimioterapia. Por vezes doem e até dá vontade de coçar, claro que deve-se ter cuidado ao fazê-lo.

 

- A Fadiga continua... sinto-me muito melhor, mas cansaço ao mínimo esforço, talvez venha também dos meus Pulmões derivado à Embolia Pulmonar que tive. Comer bem sem exagero e descansar quando o corpo o pede. Umas boas noites de sono, sem tirar umas sestas... penso ser uma boa opcção.

Nota: Não esquecer uma boa harmonia em tudo, em casa com a família e considero isto premodial, caso contrário será muito difícil atingir a meta que é necessária nas nossas circunstâncias.
Quantos doentes nas mesmas circunstâncias se encontram desprovidos seja de tratamentos ou de condições ideais para levar a cabo esta luta? Nem quero pensar nisso.

Desejo-vos as rápidas melhoras para uns e cura completa para desfrutar perto de todos os seus, a felicidade e alegria de viver mais uns anitos bons... Dais graças a Deus pela cura alcançada.

Aos doentes que recebem a má notícia e ou que se encontram em tratamento, digo-lhes:

Não desanimem e enfretem o "mal" com tenacidade, Coragem e Fé, não esquecendo sempre o positivismo. Digo e peço aos familiares e amigos/as... que se concentrem nesses doentes e lhes dediquem toda a amizade e ou amor, com carinho e simpatia e lhes façam sempre ter força, fé e coragem para que o calvário chegue ao fim com... uma Remissão total.

Continuarei a dar notícias.....

22 de Abril 2013

Tendo sido feito um pedido especial para me "arranjarem" uma médica de família, a fim de me "acompanhar" no tratamento longo com o Coumadin "previsto um ano de tratamento", fui afectado à responsabilidade da Dra. Melodie Roy numa clínica não muito longe do meu domicílio.

10 de Julho de 2013

A minha primeira visita a esta Médica... mjuito difícil obter uma médica de família assim tão depressa. Mas estava a ser seguido pela clinica do Coumadin a fim de conseguirem "dosear" este medicamento na escala de entre: 2 e 3.

Neste primeiro encontro, ela pareceu-me bastante simpática e responsável... fez-me ver todo o positivismo deste mesmo tratamento e sobretudo a "dosagem" do mesmo. Receitou-me Vitamina para a minha ligeira deficiencia ossosa. E uma radiografia aos ossos das ancas, a fazer no dia 08 Agosto 2013, só vou saber os resultados no dia 4 deste mês de Setembro.

29 Julho 2013
Ida ao Hospital de Fleurimont para um exame da "Fonction Pulmonaire".
Irei saber deste resultado no dia 4 de Setembro.

08 de Agosto 2013

Exame de osteodensimetrie feito.

23 Agosto de 2013
Reconfirmação da minha Oncologista numa visita relâmpago, a fim de me dar Alta definitiva do Serviço de Oncologia, porque completamento curado e me enviar ao meu médico que me operou ao Colon  "Dr. Mário Viens" médico este, que foi quem me referiu à Oncologista.

4 de Setembro 2013
Após visita à minha médica de família, foi-me dito o seguinte:

 

A seguir:

 

Texto informativo que achei ter interesse no que me diz respeito:

Algumas informações que me interessaram foram recolhidas na Net… retiradas do site: Um muito obrigado!

 Meu tratamento de quimioterapia

FOLFOX = cálcio Leucovorin + fluorouracil oxaliplatina +

Vou precisar de um Port?

Uma porta é um dispositivo implantado cirurgicamente que os médicos e enfermeiros usam para obter acesso a suas veias repetidamente, o que pode ajudar a diminuir as cicatrizes e desconforto de suas veias periféricas, durante tratamento a longo prazo. Portos e linhas centrais são usadas quando a quimioterapia é administrado continuamente, tal como com uma bomba de infusão.

Uma porta ou linha central não é sugerido para todos, pois é um procedimento cirúrgico com riscos, como infecção, sangramento e mau funcionamento. O seu médico irá decidir (em uma base caso-a-caso), se você é um candidato para uma linha central ou inserção porta. Se um dispositivo de linha central é colocar, seus médicos e enfermeiros vão usá-lo para administrar os seus medicamentos para quimioterapia. Se você não tem uma linha central ou porta, a enfermeira irá inserir um cateter intravenoso antes de cada sessão de quimioterapia.

Para onde irei para o tratamento?

A maioria de quimioterapia administração ocorre exatamente no escritório de seu oncologista ou em um centro de oncologia ambulatorial. O seu médico pode ter um par de diferentes escritórios, tentar encontrar um local mais próximo de sua casa para aliviar as preocupações de viagem.

Efeitos colaterais e riscos

Talvez o primeiro pensamento que entra em sua mente depois de ouvir a palavra quimioterapia é a multiplicidade de efeitos colaterais , você terá que encontrar. As drogas quimioterápicas são potentes e eles vêm com uma longa lista de efeitos secundários possíveis. No entanto, o médico e as enfermeiras são treinados para antecipar esses efeitos colaterais e pode ajudar a mitigá-los durante todo o seu tratamento. Efeitos colaterais comuns da quimioterapia podem incluir:

 

  • Náuseas, vómitos ou diarreia
  • Perda de apetite
  • Descamação da pele, bolhas ou sensibilidade ao sol
  • Baixa contagem de sangue (neutropenia)
  • Letargia e exaustão
  • Feridas na boca
  • Dormência ou formigamento nas mãos e pés
  • Inchaço nas mãos e pés
  • Susceptibilidade a resfriados e infecções

 

Atenuantes Efeitos colaterais

 

O médico e as enfermeiras vão ajudá-lo através de quaisquer efeitos secundários que sofrem de quimioterapia. Há muitas coisas que você pode fazer por si mesmo - você tem um grande papel na manutenção da sua saúde e bem-estar durante a quimioterapia através de repouso, alimentação e higiene. Lembre-se:

 

  • Chupar pedaços de gelo durante a quimioterapia (diminuição feridas na boca depois)
  • Utilize técnicas adequadas de lavagem de mão em todos os momentos
  • Fique longe de fontes de infecção (shoppings lotados, escolas), se possível
  • Coma pequenas refeições nutritivas com freqüência
  • Mantenha-se hidratado com água em abundância
  • Descansar quando necessário - conservar a sua energia
  • Converse com seu médico sobre formas de controlar a náusea e diarréia
  • Atenção aos sinais de infecção e relatá-los ao seu médico

 

Conversar com seu Médico

É normal ter muitas dúvidas sobre os seus tratamentos de câncer de cólon iminentes. Práticas de oncologia Muitos oferecem uma sessão educacional sobre a quimioterapia guiada por um enfermeiro de oncologia, antes de iniciar o tratamento. Refletir sobre essas questões antes da nomeação do próximo o seu médico:

 

  • Qual é o objetivo do meu tratamento com a quimioterapia? (Paliativos, curativos, de encolher tumores antes da cirurgia)
  • Será que a quimioterapia ser a principal forma de tratamento?
  • O agente de quimioterapia vou receber? Oral ou intravenosa?
  • Qual é o risco de o câncer voltar depois da quimioterapia?
  • Quanto tempo vou estar na quimioterapia?
  • Quantas vezes por semana eu vou precisar de quimioterapia?
  • Será que vou ser capaz de trabalhar?
  • Vou precisar de alguém para me levar e de tratamentos?
  • Quais são os efeitos colaterais mais comuns com este tipo de quimioterapia?
  • Como você planeja para atenuar esses efeitos colaterais? (Medicamentos, educação)
  • O que devo esperar durante o tratamento?
  • Quando devo chamá-lo? (Letargia, febre)
  • O meu seguro cobre todos os custos?

 

Anote suas dúvidas e as preocupações novas que se desenvolvem. Fale com o seu médico e as enfermeiras freqüentemente durante todo o seu tratamento - eles são seus aliados nessa luta. 

 

estrela

 

Escrevo-vos com a data de Outubro 2010.
Um pouco da minha história "saúde pessoal ".
Diviso isto em três partes.

 

I


Até aos meus 55 anos nada de especial... a não ser como a maioria 
das Doenças nas crianças.
Dores de dentes
Dores de barriga
Constipações
Gripes
Pequenos ferimentos
Amígdalas, etc.
Depois....


II

 

Quedas no trabalho ou outras
Pequenos acidentes que não prestamos atenção de maior, etc.
Aqui começa um pouco dos problemas que mais tarde nos trarão grandes chatices se não a morte. Penso interessante "divulgá-los" para ajudar alguém, se for o caso.
Claro que vos falo dos Cancros ou Tumores.

 


Trabalhava num Aquartelamento Militar a colocar um vidro numa janela. Dei uma pequena queda de cima de uma escada "não mais que três metros de altura". Cai em cima da escada "tinha ficado de cutelo" com a parte renal do corpo. Fui levado para a enfermaria e visto por um médico militar que me enviou por sua vez para um hospital a fim de tirar radiografias.


Radiografias essas que diagnosticavam uma grande e extensa contusão muscular no lado do rim direito. Aplicaram-me uma pomada anti-inflamatória e ligaram-me todo à volta mandando-me ficar em observação por 24 horas.
Coisa que não foi feita derivado a me encontrar melhor depois de observado. Não quis ficar no Hospital, assinei uma descarga de responsabilidades e deram-me oito dias de convalescença.


Tudo isto em Outubro de 1974... durante vários anos, pela altura da "mudança  do tempo" sentia por vezes uma dor aguda mas passageira, muito cansaço "pensando que seria os cinquenta e tais anos que começavam a pesar" e não mais liguei ao caso.


Um dia estando de facto cansado, um colega de trabalho apercebeu-se que estava muito pálido e desmorcido levou-me às Urgencias do Hospital onde trabalhava. Foi rápido o diagnóstico "Adenocarcinoma Renal" após uns exames ao Rim direito... este estava completamente seco "já nada passava por ele".


Fui operado no dia 14/02/1999... Ablação total do Rim direito e Glândula renal. Apos exame de Patologia ao mesmo rim este encontrava-se em Fase 3 de 4... quase terminal para mim. Por milagre não levei Químio ou Radioterapia.
Que eu saiba... da parte de minha família mais directa, não houve casos de morte por Cancro.

 

OOOO///OOOO

 

Em Setembro de 2009, encontrava-me de férias em Portugal, comecei a sentir que algo não ia bem com os meus intestinos. O que eu sentia ser regular e/ou normal não estava a acontecer. As "fezes", por vezes, além de saírem com um pouco "do que me parecia geleia" à volta, tambem saíam em pedaços como quando "defecam os coelhos ou cabras" chamamos-lhe "caganitas", sentindo por vezes algumas dores por cima da bexiga do lado esquerdo.


Passo as minhas férias e dicido ir a uma visita medical normal e contar isto a um "médico atentivo pois escutou-me com a máxima atenção". Ao fim manda-me ir ter com um Cirurgião Especialista Gástrico a quem ele tinha telefonado e marcado já uma consulta. Este por sua vez manda-me fazer uma Cólonoscopia. Nesse exame foi-me diagnosticado um Cancro Colorectal Sigmóide de 10 cm "tendo esse exame sido bastante doloroso para mim" derivado a presença e obstrução do intestino pela referida massa cancerosa.
Após diversos exames para verem se sou operável ou não, passo ao bisturi no dia 10 de Fevereiro de 2010. Sou operado a um Cancro Colorectal Sigmoíde e retiram-me 30 cm de Cólon e também entre 10/16 segmentos Linfáticos. Também não levei nem "Químio ou Rádioterapia " este também numa Fase de 3 de 4 após exame Patológico.

 

 

 

estrela

 

 

 Em 1 Julho de 2010 sou operado a dois quistos benignos no interior das pálpebras das duas vistas.

 

 

 

estrela

 

Posso dizer que o Ano de 2010 tem sido um pouco "bem" movimentado para mim.

 

estrela

 

III


Um conselho a todos que julgo muito útil... o de não se deixar ir abaixo e sobretudo estar sempre muito atento ao que nos diz nosso corpo " algo que julgamos não estar bem ou não ser normal" ir logo ao médico e se este por sua vez não nos der satisfação com o que nos diz... ir-mos a outro até nos sentirmos seguros que tudo vai bem.

 

Muitas pessoas morrem com esta doença "o que nos pode parecer normal" mas se tivermos atentos ao nosso corpo e tivermos força de vontade em procurar informação, junto a muita colaboração e compreensão dos que estão mais proximos de nós, de certo que ajuda muito nestes casos.

 

Aos quarenta e seis anos perdi minha saudosa esposa com um Cancro Generalisado... já fomos terrívelmente muito tarde. As consequências desastrosas para os que ficaram não se contam pelos dedos. Foi o fim de muita coisa que nos é querido, continua a sê-lo ainda e não sei mais por quanto tempo..... que sofro ainda e de certo outros também.


Acabei de perder uma querida irmã "Cancro da mama" já com 5 anos de remissão... que dizer?????


Nada... apenas o próprio saberá o que fazer com ele mesmo. Temos que ser fortes para combater estas doenças, mas também muito corajosos para a enfrentar e suas consequências.
Bem Hajam
Virgilio Cordeiro

 

Não visionar os Videos, se:

Chamo a atenção para as pessoas Sensíveis e mais susceptíveis...por

causa de certas imagens contidas nos Vídeos.

 


 

estrela

 

Cancros


Quero apenas mencionar aos Doentes atingidos por estas doenças

 que existem muitas pessoas que acompanham e compartilham com

seus familiares e amigos/as na sua luta diária. A uns e outros muita

Coragem, Força e Fé ... Bem Hajam.

 

 

estrela 

 

XX

Nephrectomie Partielle 

 

XX

Laparascopic Colon Surgery - Colorectal...

 

 XX

Qualidade de Vida

 

estrela

 

 

Laparascopic treatment of incisional  hernia

 

Uma intervenção cirurgica que também fiz...

 

 

estrela

 

Texto que achei Informal

 

A morte nem sempre é considerada a etapa final de uma vida ou mesmo a solução mais fácil dos nossos problemas.

 

Pior que a morte, é saber que nos momentos mais difíceis das nossas vidas, nós não podemos confiar ou contar com quem pode nos ajudar por temer a traição.

 

Pior que a morte, é ter que sair por aí à procura de uma fórmula ideal para melhorar o nosso interior, o nosso mundo, e o que encontramos são coisas que não coincidem com os nossos pensamentos e com coisas inúteis diante dos nossos olhos

 

Pior que a morte, são os momentos de angustia e tristeza que vivemos à procura de respostas e esclarecimentos das nossas falhas e dos nossos erros.

 

Pior que a morte, é ver que existem pessoas que necessitam de um lar para morar, de comida sobre a mesa para se alimentar, de carinho e amor para ter esperança de que pode vencer as suas batalhas, de uma palavra ou um gesto de solidariedade quando a situação não está conforme os seus desejos, e elas não encontram ninguém disposto para ampará-las.

 

Pior que a morte, é ter que voltar para casa todos os dias, sabendo que dentro dela só existem paredes frias que apenas ouvem as nossas lamentações e testemunham quando as nossas lágrimas caiem dos nossos olhos como se fossem duas fontes de água límpida e clara.

 

Pior que a morte não é morrer ou ser eterno, é sentir o abandono dos amigos que se dizem verdadeiros ou algo parecido, é sentir as derrotas na pele quando não somos entendidos pelo parente mais próximo. É sentir a dor do adeus quando a mulher que amamos se afasta, quando mais necessitamos de um conselho, de um singelo gesto de fraternidade ou mesmo de uma única palavra que nos liberte de uma situação difícil, isso é a morte...

 

Fonte: do blog de Mico... http://amoutela.blogs.sapo.pt

 

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Uma vista de olhos por este Doc. (Entrevista com David Servan-Shereiber)... algo de muito interessante a ler, meditar, tentar fazer para usufruir de uma remissão total (quem sabe), ou melhorar nosso estado de Saúde.

 

 

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Entrevista

David Servan-Schreiber: "A minha saúde é muito melhor do que antes de ter tido cancro"

 

Todos somos portadores de células cancerosas, a partir de certa idade. Mas apenas uma pessoa em cada quatro vai morrer de cancro. Qual é o segredo das outras três? As suas defesas naturais, afirma o médico e cientista francês David Servan-Schreiber. E é possível estimularmos essas defesas naturais através do nosso estilo de vida, para prevenir ou lutar contra o cancro.

David Servan-Schreiber foi o conferencista-estrela no 3º Congresso de Medicina Antienvelhecimento (João Gaspar)

 

David Servan-Schreiber tem 49 anos e formou-se em Neuropsiquiatria pela Universidade de Pittsburgh, nos EUA. Aos 31 anos, soube que tinha um tumor maligno no cérebro. Mas ainda cá está e diz-se de óptima saúde. Sorte? Nada disso, explicou em duas conferências - uma para médicos, a outra para o público - durante o 3.º Congresso de Medicina Antienvelhecimento, que teve lugar há uma semana, em Cascais.

A luta de Servan-Schreiber contra a doença mortal com a qual convive há 18 anos levou-o a tentar desemaranhar o novelo dos inúmeros estudos científicos sobre o cancro e a tentar dar-lhe sentido, para perceber o que torna umas pessoas mais resistentes ao cancro do que outras. As suas respostas estão no livro Anticancro - Uma nova maneira de viver, editado em Portugal pela Caderno em 2008 e que se tornou um best-seller mundial.

Servan-Schreiber é um divulgador espectacular e convincente. Mas há ainda muita coisa por demonstrar cientificamente nas suas ideias. Até agora, tudo o que afirma baseia-se em estudos epidemiológicos ou em experiências in vitro e em animais. Mas argumenta que as mudanças de estilo de vida que preconiza não podem fazer mal nenhum - e que, se funcionarem, mais vale começar a aplicá-las já do que esperar.

Antes de escrever o livro receou que a sua abordagem desse falsas esperanças a outros doentes com cancro. Mas percebeu que o que acontece é que eles vivem numa situação de "falso desespero", porque sentem que não têm qualquer controlo sobre a sua doença e a sua vida, e decidiu transmitir-lhes as suas "mensagens de verdadeira esperança". Como um verdadeiro guru.

Você teve um cancro. Qual é a sua história?
Eu era um jovem médico universitário, cientista, director de um laboratório de estudo das emoções através de imagens do cérebro obtidas por ressonância magnética. Tinha 31 anos e era muito ambicioso. Num fim de tarde, o voluntário que devia submeter-se à experiência desse dia faltou e decidi ser eu a entrar no scanner para o substituir. Foi assim que descobri que tinha um cancro do cérebro. Tive muita sorte, porque o tumor foi apanhado muito cedo e fui operado bastante depressa.

Mas o cancro voltou.
Tudo correu bem até à recaída, há dez anos, em 2000. Dessa vez foi mais grave, porque o tumor era maior e mais agressivo. Tive de ser novamente operado e de fazer quimioterapia e radioterapia.
Foram a cirurgia e os outros tratamentos do cancro que lhe salvaram a vida das duas vezes.
Claro. Mas foi nessa altura que pensei que provavelmente isso não seria suficiente: as estatísticas de sobrevivência a este tipo de tumores não são boas. E decidi ver o que eu próprio podia fazer para reforçar a capacidade de o meu corpo para combater a doença.

No seu livro Anticancro descreve uma série de regras simples de estilo de vida que podem ajudar a combater a proliferação cancerosa. Quais são?
Ter atenção ao que comemos para que, se possível, a comida que ingerimos três vezes ao dia contribua para fazer abrandar a proliferação cancerosa. Como se tomássemos pequenas doses de medicamentos todos os dias. Não têm qualquer efeito tóxico - antes pelo contrário, só trazem benefícios para a saúde.
Também é preciso manter um certo nível de actividade física, pois isso estimula todas as capacidades promotoras da saúde do corpo - e em particular o sistema imunitário e a eliminação pelo organismo das substâncias cancerígenas. Por outro lado, temos de aprender a gerir melhor o nosso stress através de métodos simples de relaxação e de relacionamento com os outros. E, por último, devemos evitar ao máximo os produtos tóxicos cancerígenos.

Ao ler o seu livro, ficamos com a ideia de que ter um cancro para si foi quase uma coisa boa, que melhorou a sua vida.
Sem dúvida. E muitas pessoas que tiveram cancro dizem a mesma coisa - que agradecem ao seu cancro por lhes ter permitido pôr ordem na sua vida. Isso também acontece, aliás, às pessoas que sofreram um enfarte. É uma grande martelada, mas leva muitas pessoas a arrumar as suas vidas. Mas o que mais me espanta é que a minha saúde é muito melhor hoje do que antes de ter tido cancro. O meu estado de saúde é melhor aos 49 anos do que quando tinha 28 ou 29 anos.

Afirma que assistimos actualmente a uma epidemia de cancro, com maior incidência nos jovens do que no passado. Os médicos estão cientes disto, nomeadamente em relação ao cancro da mama. Quais são as causas desta epidemia?
Uma mistura de factores alteraram completamente o nosso estilo de vida a partir do fim da Segunda Guerra Mundial, em particular nas sociedades da Europa ocidental e da América do Norte. A nossa alimentação foi totalmente transformada, passámos a ter muito menos actividades físicas, as redes sociais e de amizade foram-se degradando - e reduzimos a nossa exposição ao sol (e, portanto, os níveis de vitamina D no organismo). Ao mesmo tempo, começámos a ser expostos a produtos químicos com uma intensidade sem precedentes. Juntos, todos estes factores criam um terreno propício à progressão do cancro no corpo humano. Não diria que provocam forçosamente o cancro, mas criam um terreno propício.

Fala-se muito da predisposição genética para o cancro e fica-se com a ideia de que há pessoas a quem calhou um "mau" número na lotaria genética. Um exemplo disso são os genes BRCA1 e 2, responsáveis pela maioria dos cancros hereditários da mama e do ovário. Mas, na sua opinião, o nosso destino não fica determinado à nascença. Acha mesmo que temos o poder de contrariar essa lotaria?
O que nos dizem estudos recentes é que, se as mulheres que têm mutações nesses genes não fizerem nada de particular, o seu risco de contrair cancro da mama é de 80 por cento. Mas também nos dizem que, quanto maior a quantidade de legumes na alimentação dessas mulheres, mais pequeno o risco.
E isso apesar das mutações: as participantes com mutações nesses genes que comiam as maiores quantidades de vegetais viram o seu risco de cancro da mama reduzido em 73 por cento em relação àquelas que comiam as quantidades mais pequenas. Cerca de 15 por cento dos cancros têm uma componente genética. Mas mesmo quando essa componente existe, os factores ligados ao estilo de vida desempenham um papel importantíssimo, tanto para fazer com que esses genes de cancro se expressem como para impedir a sua expressão.

Na alimentação, o que é que promove o cancro?
Para além do tabaco e do álcool, em primeiro lugar o açúcar e as farinhas brancas. É pena, porque as farinhas brancas são muito apetitosas. Mas no corpo elas transformam-se imediatamente em açúcar. Depois temos os óleos de girassol, soja, milho; a carne e os produtos derivados de animais criados com rações à base de soja e de milho (em vez de pastagens). Do lado dos contaminantes químicos, certos pesticidas, certos produtos químicos presentes nos perfumes e nos cosméticos (parabenos e ftalatos), o tetracloroetileno (o solvente da limpeza a seco) ou o bisfenol A (BPA), que é libertado pelos plásticos duros quando são expostos a alimentos ou líquidos quentes.

É uma agressão permanente...
É. Mas isso não quer dizer que todas as pessoas que tenham bebido uma chávena de chá aquecido no microondas numa caneca de plástico duro vão morrer de cancro, porque existem imensos factores que podem compensar esse efeito. Também fazem parte da equação, do equilíbrio, o facto de ser fisicamente activo, de comer com frequência legumes anticancro, de ter bons níveis de vitamina D no organismo e uma rede social de qualidade. São os desequilíbrios que fazem aumentar as probabilidades de o cancro se desenvolver.

Mas, apesar de todas estas mudanças supostamente perigosas de dieta e outras, a esperança de vida - e de vida com qualidade - aumentou nitidamente nas sociedades ocidentais. Isso não é paradoxal?
A esperança de vida que aumentou foi a das pessoas que nasceram antes de 1950. A esperança de vida das crianças que nascem hoje nos Estados Unidos é inferior à dos seus pais. E é a primeira vez na História da humanidade que isso acontece.

Aquilo a que chama alimentos "anticancro" - biológicos, em particular - continuam a ser mais caros do que os outros. Como comer "anticancro" quando se tem uma família para alimentar?
Não é totalmente verdade que os alimentos biológicos sejam muito mais caros. Tem mesmo havido estudos sobre a questão. Mas, sobretudo, é preciso passar para uma alimentação de tipo mediterrânico, com quantidades muito mais pequenas de produtos de origem animal. Basta cortar na quantidade de carne que comemos para poupar dinheiro. Se substituirmos a carne por lentilhas e feijões, garanto que o orçamento alimentar da família diminui. E não somos obrigados a comer apenas alimentos biológicos. É melhor, mas não é vital. Mais vale comer brócolos, mesmo que tenham resíduos de pesticidas, do que não comer brócolos nenhuns.

A carne não é importante para o crescimento das crianças?
As crianças vegetarianas têm um crescimento tão saudável como o das outras. A alimentação tem de fornecer proteínas, mas uma mistura de feijão e de arroz, por exemplo, fornece a mesma quantidade de proteínas que um bife.

Há uns anos, um grande estudo sobre suplementos de betacaroteno revelou-se não só decepcionante mas sugeriu mesmo que os comprimidos de beta-caroteno faziam aumentar a incidência de certos cancros. Por que é que os especialistas insistem neste tipo de estudos se, como já referiu, um único ingrediente não chega para combater o cancro?
A medicina procura sempre extrair um agente activo. O que eu tento mostrar é que isso não faz sentido. O cancro é um desequilíbrio entre inúmeros factores que o promovem e inúmeros factores susceptíveis de o travar. Se pretendermos utilizar apenas um ingrediente, o mais provável é que não observemos qualquer efeito.

Isso também vale para os ómega-3 [gorduras essenciais, contidas nomeadamente no peixe]? Explica que os ómega 3 são gorduras anticancro cruciais, mas sozinhos também não chegam?
Não, não chegam. É óbvio.

E o que é melhor, tomar um comprimido de ómega 3 ou ir buscar o ómega 3 aos alimentos?
Ir buscá-lo aos alimentos. O peixe, por exemplo, que contém muito ómega 3, também tem outras coisas muito úteis, como o selénio, o iodo, para além de ser uma boa fonte de proteína animal sem muitos dos inconvenientes da carne.

Considera o álcool como um agente de cancro, mas o vinho tinto como uma excepção. Mais vale engolir um comprimido de resveratrol [o ingrediente "anticancro" responsável pelos benefícios do vinho tinto], beber vinho tinto ou comer uvas pretas?
Há menos resveratrol nas uvas do que no vinho tinto, porque a fermentação contribui para extrair o resveratrol das uvas. É difícil dar uma resposta, porque a vantagem dos comprimidos é que não contêm álcool. Mas é um facto que um pouco de vinho tinto (mesmo pouco!) parece contribuir para a eliminação do cancro e favorecer a saúde em geral. E não devemos esquecer que o vinho tinto é também benéfico para a saúde cardiovascular. Mas mal ultrapassamos certas doses, verifica-se o efeito contrário: o vinho torna-se promotor do cancro.

Diz que as margarinas que fazem baixar o colesterol contribuíram para fazer aumentar não apenas a incidência do cancro, mas também a das doenças cardiovasculares. Não é o que costumamos ouvir.
Acontece que podemos fazer diminuir o colesterol e ao mesmo tempo aumentar os riscos de doenças cardiovasculares - e é o que este tipo de margarina faz [contém ómega 6, uma outra gordura essencial que, em níveis excessivos, tem sido apontada como promotora de doenças cardiovasculares e de cancro].
A questão do colesterol é muito complexa, mas o nível de colesterol é de facto menos importante do que o equilíbrio ómega 3/ómega 6, porque não temos medicamentos para mudar este equilíbrio - que depende, portanto, unicamente da nossa dieta -, mas temos medicamentos para diminuir o colesterol. Fala-se muito do colesterol e não o sufi ciente do equilíbrio ómega 3/ómega 6.

Se não devemos pôr nem manteiga nem margarina na nossa torrada do pequeno-almoço, o que é que nos resta?
Azeite. É delicioso. Mas comer pão também não é uma grande ideia.

Mesmo pão integral?
O pão integral também não é a melhor escolha, tem de ser multicereais. E, mesmo assim, é muito mais aconselhável comer muesli (ou uma mistura de cereais e frutas) com um iogurte biológico ou de soja. Isso é que contém muitas coisas que vão estimular a saúde do nosso corpo, não o pão.

Só deveríamos comer produtos frescos?
O que é preciso evitar são os chamados ácidos gordos trans - que são gorduras que não ficam rançosas e, por isso, são muito utilizadas na indústria alimentar. Mas isso, toda a gente o diz. E se consumirmos conservas, é melhor escolher as que vêm em boiões de vidro. Também podemos comer alimentos congelados.

Diz que os médicos continuam a transmitir aos seus doentes com cancro uma mensagem de "falso desespero", ao dizerem que, em termos de estilo de vida, não há muito a fazer. Chegam a dizer que, para tal ou tal cancro, o doente pode continuar a fumar, porque isso não faz grande diferença. É possível mudar essa atitude "derrotista"?
É o que tento fazer. Nas minhas conferências, falo de um estudo que mostra uma redução de 68 por cento do risco de cancro da mama em mulheres que aprenderam a mudar o seu estilo de vida. Mas, mesmo quando há um ensaio como este, ninguém ouviu falar dele. Porquê? Porque ninguém convida os médicos a passar dois dias em Cascais, com todas as suas despesas pagas, para se inteirarem dos benefícios das frutas e dos legumes, do jogging ou das técnicas de relaxação. Há muito pouco dinheiro para fazer estudos quando não há nada que possa resultar numa patente.
Mas é preciso ter em conta que cada um destes elementos, isoladamente, pesa muito pouco na balança. Comer apenas brócolos não trava o cancro. Fazer jogging e mais nada não trava o cancro. É quando começamos a juntar todas estas coisas que obtemos resultados.

Existe uma pressão sobre os médicos por parte dos laboratórios farmacêuticos para não falarem de alterações do estilo de vida?
Não é preciso. Os laboratórios farmacêuticos não têm sequer de mexer um dedo, porque as barreiras que impedem que isto penetre a prática médica são muito eficazes. Os médicos não recebem mais dinheiro por darem conselhos nutricionais aos seus doentes, antes pelo contrário, uma vez que acabam por passar mais tempo com cada doente.

Considera-se livre do seu cancro hoje?
Não.

E não pensa que, no fundo, teve sobretudo sorte - pelo facto de o seu tumor ter sido operável e de a quimioterapia e a radioterapia terem resultado?
Eu não sou uma experiência científica. O que digo no meu livro não se baseia no sucesso ou no fracasso do meu caso pessoal - e ainda bem. Não possuo nenhum método garantido a 100 por cento, não sei o que me irá acontecer daqui a três meses ou três anos. Mas isso não altera a validade do que digo. Tento pôr todas as chances do meu lado, mas em relação ao resto não tenho qualquer controlo. Claro que poderíamos dizer que tive sorte: quando olhamos para as estatísticas, há menos de dois por cento das pessoas com a mesma doença que eu e que estão hoje no mesmo ponto que eu.

O que faz actualmente?
Lancei um programa de investigação com o Centro de Estudo do Cancro MD Anderson de Houston [Universidade do Texas], para testar a minha abordagem através de medições biológicas. Queremos ver como é que as mudanças de estilo de vida modificam a natureza do terreno do corpo, fazendo com que as células cancerosas tenham menos hipóteses de proliferar. E estou a trabalhar num livro de receitas de cozinha, com indicações muito precisas em termos de alimentação. É que convém que o resultado seja saboroso.

Dicas

Alguns ingredientes do estilo de vida "anticancro", a consumir em simultâneo

• Eliminar açúcar e farinhas brancas, promotoras de cancros. Num século, o consumo per capita de açúcares refinados passou de uns quilos por ano para 80 nos EUA, a maior parte dissimulada nos alimentos (uma lata de refrigerante açucarado contém 12 pacotes de açúcar). Substituir por farinhas integrais, arroz integral ou basmati, massa semi-integral, pão multicereais, lentilhas, feijão, chocolate preto, frutos vermelhos.

• Restabelecer o equilíbrio ómega 3/ómega 6, gorduras essenciais que o organismo só pode ir buscar aos alimentos. No Ocidente, os óleos alimentares industriais e a mudança de alimentação do gado levaram a um excesso de ómega 6, promotor da proliferação celular e da inflamação (que o ómega 3 inibe). Alimentos que promovem o equilíbrio: carne, ovos e lacticínios "bio", leite e iogurtes de soja, azeite. Alimentos ricos em ómega 3: óleo de linhaça, sardinhas e atum (em azeite quando são de lata), salmão, etc.

• Consumir muita fruta e legumes evitando os pesticidas. Servan-Schreiber prefere fruta e legumes "bio" no caso dos frutos vermelhos, uvas, pepinos, aipo, espinafres, feijão-verde, courgettes, etc. (se não forem "bio", podem ser lavados ou descascados para diminuir os resíduos). Brócolos, couves, tomates, cebolas, beringelas, ervilhas, abacates, mangas, ameixas, etc. estão menos contaminados. Certos frutos e legumes poderão ter uma acção anticancro específica (e variável conforme o cancro). O chá verde e o vinho tinto (um copo por dia) também. Convém ainda banir certos produtos cosméticos, arejar as peças de roupa após limpeza a seco, não aquecer os alimentos em recipientes de plástico duro e não beber água da torneira nas zonas de agricultura intensiva.

• Saber pedir ajuda e gerir o stress. As redes de amizade deterioraram-se, pelo menos nos EUA, porque a mobilidade das pessoas aumentou. Os doentes com cancro que têm amigos chegados e maior apoio psicológico parecem, segundo alguns estudos, resistir melhor à doença. E diversas técnicas de relaxação permitem gerir o stress. O stress em si, explica o médico, não é responsável pela diminuição das defesas imunitárias; é-o indirectamente pela maneira como lidamos com ele. O mais prejudicial é o sentimento de impotência, de perda de controlo sobre a sua própria vida.

• Manter bons níveis de vitamina D e evitar a sedentariedade. As pessoas trabalham muito menos no exterior, o que fez diminuir a actividade física e, nas regiões com pouco sol, dos níveis de vitamina D - vitamina que, explica Servan-Schreiber, tem uma acção anticancro. Muitos especialistas já aconselham andar a pé 30 minutos por dia, seis dias por semana. E, para compensar o défice em vitamina D, pode-se apanhar mais sol, tomar suplementos vitamínicos ou mesmo... engolir de vez em quando uma colher de óleo de fígado de bacalhau

 

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Cancer du colon

Le cancer du colon (également appelé cancer colorectal) est parmi les types de cancer les plus fréquents.

La plupart des cas des cancers du colon surviennent chez les personnes de plus de 50 ans. Si le cancer du colon est diagnostiqué à un stade précoce, il y a des bonnes chances de guérison.

En général, plus le cancer est découvert a un stade avancé (plus il grandit et se propage), le moins de chance que le traitement sera curative. Toutefois, le traitement peut souvent ralentir la progression du cancer.

Comprendre l’anatomie du colon

Le colon ou  gros intestin est la partie de l’intestin ou les matières fécales sont constituées, il est d'environ 150 cm de long.

Le colon est divisé en quatre sections, l'ascendant, transverse, descendant et le côlon sigmoïde. L’eau et certains sels sont absorbés dans le colon.

Qu'est-ce que le cancer?

Le cancer est une maladie des cellules du corps. Le corps est constitué des centaines de millions de cellules minuscules. Il existe de nombreux types de cellules dans le corps, et il existe de nombreux types de cancer qui découlent de ces différents types de cellules.

Le commun entre tous les types de cancer est que les cellules cancéreuses se multiplient anormalement et sans contrôle en envahissent les tissus de voisinage.

Une tumeur maligne est une «masse» tissulaire, composée de cellules cancéreuses qui continuent à se multiplier, sans aucun contrôle.

Les tumeurs malignes envahissent les tissus et les organes voisins ce qui altère leur fonctionnement.

Les tumeurs malignes peuvent également se transmettre à d'autres parties du corps.

Cela se produit si certaines cellules se détachent de la de la tumeur principale et sont transportés dans les vaisseaux sanguines ou lymphatiques à d'autres parties du corps.

 

Ces petits groupes de cellules peuvent alors se multiplient pour former des tumeurs secondaires (métastases) dans d’autre parties du corps (poumon, os, foie, cerveau…etc.).

Ces tumeurs secondaires peuvent alors se développer, envahir et endommager les tissus voisins et peuvent se propager de nouveau.

Certains cancers sont plus graves par rapport à d'autres, certains sont plus faciles à traiter que d'autres (en particulier s’ils sont diagnostiqués à un stade précoce), certains ont de meilleures pronostic que d'autres.

Qu'est-ce qu’un cancer du colon?

Le cancer du colon est un cancer qui se développe à partir des cellule de la muqueuse du colon. Il est parfois appelé cancer de du gros intestin. Il est l'un des cancers les plus répandus dans le monde. (En revanche, le cancer de l'intestin grêle est rare.)

Le cancer du colon peut affecter n'importe quelle partie du colon. Cependant, il se développe le plus souvent dans la partie inférieure du côlon droit (ou colon descendant), le colon sigmoïde ou le rectum.

Le cancer du colon se développe habituellement à partir d'un polype (petite tumeur bénigne) qui s'est formée sur la paroi du côlon. Parfois, le cancer du colon commence directement par une cellule au sein de la muqueuse du côlon qui devient cancéreuse.

Comme les cellules cancéreuses se multiplient, ils forment une tumeur. La tumeur envahit plus profondément la paroi du côlon.

Certaines cellules peuvent se détacher dans les vaisseaux sanguins ou lymphatiques. Le cancer peut alors métastaser (envahir) dans les ganglions lymphatiques voisins ou à d'autres régions du corps, le plus souvent le foie et les poumons.

Polypes et le cancer du colon

Un polype du colon (adénome - tumeur bénigne) est une petite excroissance qui se forme parfois sur la paroi interne du colon. La plupart des polypes du côlon se développent chez les personnes âgées.

Environ une personne sur quatre, de la population plus de 50 ans, développera au moins un polype du colon. Les polypes sont bénins (non cancéreux) et ne causent généralement pas de problèmes.

Cependant, parfois un polype bénin peut devenir cancéreux. Si cela arrive, le changement a généralement lieu après un certain nombre d'années. La plupart des cancers du colon se développent à partir d'un polype qui a été présent pour 5 à 15 ans.

Quelles sont les causes du cancer du colon?

La raison exacte pour laquelle une cellule devient cancéreuse n'est pas claire.

On pense que quelque chose touche ou modifie certains gènes dans la cellule. Cela rend la cellule anormale en se multipliant "hors de contrôle".

Facteurs de risque

Bien que le cancer du colon peut se développer sans aucune raison apparente, il y a des facteur qui augmentent le risque de développer un cancer de colon :

  • Le vieillissement. Le cancer du colon est plus fréquente chez les personnes âgées. 80% des personnes qui sont diagnostiquées avec le cancer du colon sont âgés de plus de 60 ans.
  • Si un parent ou un proche a eu un cancer du colon (il y a un facteur génétique).
  • S’il y a une polypose adénomateuse familiale ou un cancer du colon héréditaire. Cependant, ce sont des maladies héréditaires rares.
  • Si on est touché par une colite ulcéreuse ou la maladie de Crohn pendant plus de 8-10 ans.
  • Obésité.
  • Le mode de vie: peu d'exercice, boire beaucoup d'alcool.

Facteurs de prévention

Il y a  des facteurs qui réduisent le risque de développer un cancer du colon:

  • Les femmes qui prennent un traitement hormonal substitutif (THS).
  • Les gens qui mangent beaucoup de fruits et légumes.
  • Les gens qui prennent des médicaments anti-inflammatoires, par exemple, l'aspirine.

Toutefois, il existe d'autres effet secondaire de l'aspirine (par exemple les saignements de l'estomac), donc il n'est pas recommandé que les gens prennent cela pour seulement réduire leur risque de cancer du colon.

Quels sont les symptômes du cancer du colon?

Quand un cancer du colon se développe et il est petit à son début, il ne cause aucun symptôme. Comme il va augmenter de taille, les symptômes qui se développent peut varier, selon le site de la tumeur.

Les symptômes les plus fréquents sont:

  • Saignement de la tumeur. On peut voir du sang mélangé avec les selles. Parfois, les selles prennent une couleur noir ou rouge.
  • Le saignement n'est pas habituellement sévère et dans de nombreux cas il n'est pas remarqué puisque c'est juste une petite "goutte" qui est mélangé avec les matières. Cependant, des petits saignements qui surviennent régulièrement peuvent entraîner une anémie qui rend le sujet pâle et fatigué.
  • La présence du mucus dans les matières fécales.
  • Un changement des «habitudes intestinales ». Cela signifie de passer des selles plus ou moins souvent que d'habitude, avec des épisodes de diarrhée ou constipation.
  • Un sentiment de ne pas avoir vider complètement le rectum après avoir déféqué.
  • Les douleurs abdominales.

Comme la tumeur se développe dans le côlon, les symptômes peuvent s'aggraver et peut inclure:

  • Les mêmes symptômes que ci-dessus, mais plus graves.
  • Sentiment de malaise général, fatigue ou perte du poids importante.
  • Si le cancer est très grand, il peut provoquer un blocage (obstruction) du côlon. Cela provoque des douleurs abdominales intenses, des vomissements, et un arrêt des matières.
  • Parfois, le cancer du colon fait un trou dans la paroi du côlon (perforation). Si cela se produit les matières fécales peuvent s'infiltrer dans l'abdomen causant un « péritonite ». Cela provoque une douleur intense.

Si le cancer du colon se propage à d'autres parties du corps, d'autres symptômes peuvent se développer. Et ils dépendent de l'endroit où il s'est métastasé (par exemple ; douleur du foie, toux, douleurs osseuse…etc.).

Tous les symptômes ci-dessus peuvent être dues à d'autres maladie et pas seulement a un du colon, les analyses sont donc nécessaires pour confirmer le cancer du colon.

Comment le cancer du colon diagnostiqué et évalué?

Évaluation initiale :

Le médecin soupçonne un cancer du colon, après un examen physique et un interrogatoire.

L'examen comprend généralement une palpation de l’abdomen et un toucher rectal. C'est là qu'un médecin insère un doigt ganté dans l'anus et de chercher s’il y a une tumeur dans la partie inférieure du rectum.

Cependant, souvent l'examen est normal, surtout si le cancer est à ses débuts ou s’il est haut situé.

Il est probable que le médecin orientera le patient vers un spécialiste. Un ou plusieurs des analyses suivants peuvent être demandés:

  • Coloscopie. Une coloscopie est un test dans lequel un long tube, mince et flexible (un coloscope) est passé par l'anus dans le rectum et le côlon. Cela permet de visualiser l'ensemble du colon en détail et permet aussi de faire des biopsies.
  • Colonographie par scanner. Ce test utilise les rayons X pour mettre en place une série d'images du colon et du rectum. Un ordinateur organise ensuite ces images pour créer un tableau détaillé qui peut montrer des polypes ou toute autre chose inhabituelle à la surface du colon.
  • Le lavement baryté. Ce test utilise les rayons X, après qu’un liquide (le baryum) est injecté dans le côlon par l’anus, pour que le contour du colon apparaît clairement sur les radiographie. Ce test n'est plus fait communément depuis que la coloscopie est devenue disponible.

Biopsie - pour confirmer le diagnostic

Une biopsie, c'est quand un petit échantillon de tissu est prélevé à partir d'une partie du corps. L'échantillon est ensuite examiné au microscope pour rechercher des cellules anormales.

Le médecin peut effectuer une biopsie des tissus anormaux au cours de la coloscopie.

Les résultats de la coloscopie peuvent prendre jusqu'à deux semaines.

Évaluation du stade du cancer du colon :

Si le diagnostic du cancer du colon est confirmé, d'autres tests peuvent être effectués pour déterminer l’étendue de ce cancer. Par exemple, un scanner, une IRM, une échographie.

Cette évaluation est appelée «staging» ou « stadification »du cancer. L'objectif est de savoir:

  • La taille de la tumeur du cancer du colon, et si elle a envahie totalement ou partiellement la paroi du colon.
  • Si le cancer s'est propagé aux ganglions lymphatiques locaux.
  • Si le cancer s'est propagé à d'autres régions du corps (métastases).

En découvrant le stade du cancer du colon, il aide les médecins à conseiller les meilleures options de traitement. Et ça donne également le pronostic.

Pour le cancer du colon, il peut ne pas être possible de donner un stade précis qu'après une opération pour enlever la tumeur.

Un système de stadification du cancer du colon est utilisé et appelée la classification de Dukes.

  1. Dukes A: le cancer est seulement dans la paroi interne du côlon ou du rectum.
  2. Dukes B: le cancer s'est développé à la couche musculaire de la paroi du côlon ou du rectum.
  3. Dukes C: le cancer s'est propagé à au moins un ganglion lymphatique à proximité du côlon ou du rectum.
  4. Dukes D: le cancer s'est propagé à d'autres parties du corps («métastases» ou des tumeurs secondaires). Le site le plus fréquent des métastases du cancer du colon est le foie. Les autres endroits sont les poumons et le cerveau.

D'autres classifications sont parfois utilisés. Par exemple, le système de classification TNM est de plus en plus utilisé.

Quel est le traitement d'un polype simple du colon?

Si un polype est découvert au cours d'une coloscopie, il peut souvent être aisément réséqué.

  • La plupart des polypes ne contiennent pas de cellules cancéreuses. Toutefois, la suppression du polype permet d'éviter les risques du cancer dans le futur.
  • Certains polypes contiennent des cellules cancéreuses. Si ces cellules sont confinées à l'intérieur du polype, l'enlèvement du polype est curative. Si les cellules apparaissent comme si elles avaient commencé à se répandre dans la paroi du colon, une opération peut être nécessaire pour enlever cette section du colon.

Quelles sont les options de traitement pour le cancer du colon?

Les options de traitement qui peuvent être considérés incluent la chirurgie, la chimiothérapie et la radiothérapie.

Le traitement recommandé pour chaque cas dépend de plusieurs facteurs tels que le stade du cancer (la taille du cancer et l’étendue des lésions cancéreuses), et l’état général du malade.

Une discussion approfondie avec des spécialistes qui connaît le cas est recommandée.

Ils seront en mesure de donner les avantages et les inconvénients, le taux de succès probable, les effets secondaires possibles et d'autres détails sur les différentes options de traitement pour le type de cancer retrouvé.

Les objectifs de traitement doivent être discutés avec le médecin. Par exemple:

  • Le traitement peut avoir pour but le guérison complète du cancer du colon. Certains cancers du colon peut être guéri, surtout si elles sont diagnostiqués et traités dans les premiers stades de la maladie.
  • Le traitement peut avoir pour but de contrôler le cancer. Si une guérison n'est pas possible, avec un traitement adapté, il est souvent possible de limiter la croissance ou la propagation du cancer afin qu'il progresse moins rapidement.
  • Le traitement peut viser à soulager les symptômes. Si la guérison n'est pas possible, les traitements peuvent être utilisés pour réduire la taille d'un cancer qui peut soulager les symptômes tels que la douleur. Si un cancer du colon est a un stade avancé, alors malade aura besoin de traitements palliatif, tels que les suppléments nutritionnels, des antalgiques ou d'autres techniques pour aider à soulager la douleur et les autres symptômes.

1-Chirurgie.

Il est souvent possible d'enlever chirurgicalement la tumeur primaire du cancer du colon. Le retrait de la tumeur peut être curative si le cancer du colon est à un stade précoce.

  • L'opération la plus utilisée consiste à couper à travers le côlon en dessus et en dessous de la tumeur. Le segment concernée est ensuite retiré et, si possible, les deux extrémités coupées sont anastomosées ensemble.
  • Parfois, une colostomie temporaire est fait pour permettre au deux extrémités de bien guérir avant le passage des selles.
  • La colostomie est souvent temporaire, puisque les deux extrémités du colon seront jointes dans une seconde opération quelques mois plus tard, elles sont bien cicatrisées.
  • Si la tumeur est très bas dans le rectum, le rectum et l'anus doivent être supprimés. Le malade aura alors besoin d'une colostomie permanente.

Une colostomie est l'endroit où une ouverture (trou) est faite à travers la paroi de l'abdomen. Une section du côlon est ensuite découpé et les bords sont attachés à cette ouverture dans la paroi abdominale. C'est ce qui permet de passer des matières fécales dans un sac jetable qui est collée sur cette ouverture.

Même si le cancer du colon est a un stade avancé et la guérison n'est pas possible, la chirurgie peut encore avoir une place pour soulager les symptômes.

2-La chimiothérapie et la radiothérapie.

Un ou les deux de ces traitements peut être conseillé en fonction du site et du stade du cancer.

  • La chimiothérapie est un traitement du cancer qui utilise médicaments anti-cancer, qui tuent les cellules cancéreuses et les empêche de se multiplier. La chimiothérapie est de plus en plus utilisé pour les personnes atteintes d'un cancer du colon.
  • La radiothérapie est un traitement qui utilise des faisceaux de rayons de haute énergie qui sont axées sur le tissu cancéreux. Cela tue les cellules cancéreuses, ou arrête les cellules cancéreuses de se multiplier. Il est le plus couramment utilisé pour le cancer du colon surtout quand la tumeur est dans le rectum.

Lorsque la chimiothérapie ou la radiothérapie sont utilisées plus de la chirurgie, il est connu comme «la chimiothérapie adjuvante» ou «radiothérapie adjuvante ».

Cette initiative vise à tuer les cellules cancéreuses qui auraient pu se propager loin du site de la tumeur primaire. Parfois, la chimiothérapie ou la radiothérapie adjuvante est donnée avant la chirurgie pour réduire la taille d’une tumeur afin que l'opération pour l’enlever sera plus facile avec plus de chances de réussite.

Quel est le pronostic?

Il y a eu une amélioration du pronostic des personnes atteintes de cancer du colon au cours de la dernière décennie.

Sans traitement, un cancer du colon est susceptible de s'agrandir et s'étendre à d'autres parties du corps.

Cependant, dans beaucoup de cas il se développe lentement et peut rester confiné à la paroi du côlon pendant quelques mois avant de croître de nouveau, et se propage.

Il y a des bonne chance de guérison si le cancer du colon est diagnostiqué et traité à un stade précoce.

Les chiffres ont montré que les personnes diagnostiquées à un stade précoce (stade A de Dukes) ont plus 90% de chances de survivre de la maladie.

Le dépistage peut augmenter considérablement le nombre de personnes diagnostiquées au stade A.

Si le cancer du colon est diagnostiqué quand il a envahi la paroi du côlon, ou après avoir propagé à d'autres parties du corps, il y a moins de chances de guérison.

Toutefois, le traitement peut souvent ralentir la progression du cancer du colon.

Le dépistage du cancer du colon

Un test de dépistage vise à détecter une maladie avant l’apparition des symptômes pour donner plus de chance de guérison.

Un simple test de dépistage du cancer du colon qui teste des traces de sang dans les selles est très sensible. Ce test de dépistage est appelé « Hemocult® »

Le test doit être offert à toutes les personnes après l’âge de 50 ans.

Informacões recolhidas no Site abaixo mencionado e com Link.

 


 

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